Estudo das bailarinas egípcias: Shafiqa Al-Qibtiyya (La Copta)

     
Shafiqa Al-Qibtiyya também conhecida como Shafiqa de Copta, nasceu no ano de 1851 em Shobra, subúrbio do Cairo. Fugiu de casa aos 12 anos. Sua família era modesta e conservadora, e ficou escandalizada quando Shafiqa começou a pensar em dançar. Seus pais morreram quando ela ainda era jovem. Depois que se casou, viveu sob circunstâncias difíceis e tentou melhorar de vida dançando em nightclubs.
Era estudante da primeira dança oriental egípcia de "Shooq". Sua primeira performance foi num festival folclórico. Com a morte de seu mestre Shooq, se tornou a bailarina mais famosa do Egito a ponto dos fãs jogarem moedas de ouro a seus pés. Entre seus admiradores estavam alguns ministros e pessoas influentes.
Ela era muito bonita e talentosa, virou uma lenda na década de 20. Alcançou a fama por dançar no nightclub "El Dorado", e foi a primeira bailarina a se apresentar com candelabro.
Este período marcou o início da era das bailarinas famosas no Egito. As bailarinas bem sucedidas abriam seu próprio salah (clubes), Shafiqa também
abriu o seu chamado "Alf Leyla" (Mil e Uma Noites). Ficou extremamente rica, mas seu sucesso não trouxe só dinheiro, ela gastava muito. Infelizmente tornou-se viciada em cocaína e morreu desamparada em 1926.
Os trajes de dança de Shafiqa, não eram os mesmos utilizados pelas bailarinas da década de 30.
Sua vida foi retratada no filme "Shafiqa Al-Qibtiyya" de 1963 dirigido por "El Hassan Imam". Até este momento, o filme permanece entre os 100 mais importantes da história do cinema egípcio.
 Ano: 1963

    
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Benefícios do Colágeno


colágeno é uma proteína essencial ao organismo, que confere sustentação, e seu formato espacial, em forma de três hélices contorcidas, favorece a sustentação dos tecidos.
Porém, após os 25 anos, cerca de 1% do colágeno do nosso corpo vai embora por ano, por isso, que a partir dos 30 anos percebemos flacidez e rugas na pele, pois a pele começa a perder elasticidade.
Benefícios:
O colágeno melhorar a firmeza e elasticidade da pele;
Fornece sustentação estrutural para dentes, ossos, vasos, pele e até mesmo para alguns órgãos;
Rejuvenescimento da pele, ou seja, trabalha prevenindo o envelhecimento das células;
Tonifica os músculos.
Proteção das articulações;
Ajuda na prevenção do surgimento das temidas celulites e estrias;
Cabelos e unhas mais bonitos.
Melhora e potencializa a cicatrização;
Promove a renovação das células;
Prevenção contra a osteoporose, protegendo os ossos.
O consumo diário ideal é de 10 g ao dia. Por isso, fique atenta a quantidade que você consome. Para saber do quanto seu organismo precisa é sempre bom consultar uma nutricionista.

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A Dança no Brasil

A dança do ventre foi trazida para o Brasil no final do século XIX pelos árabes, originários principalmente da Síria e do Líbano. A partir de 1950, uma nova leva de imigrantes veio para o Brasil, fugidos das guerras civis que assolavam seus países de origem. Muitos se concentraram em São Paulo, enquanto uma parte foi para a região Norte ou para o Sul.
Em meados dos anos 70, restaurantes frequentados principalmente por pessoas da colônia, como o Porta Aberta, Semíramis, Bier Maza, e o Clube
Homs, todos em São Paulo, começaram a ter apresentações. Em geral, as bailarinas dançavam com um pequeno grupo de instrumentistas de Alaúde, Daff e derbak. Depois, o violino e o Mijwiz foram adicionados às bandas que tocavam ao vivo.
Parte da repercussão da música árabe em terras brasileiras ocorreu com o grupo de Wadih Cury, pioneiro no uso do alaúde por aqui. Também colaboraram Fuad Haidamus, ágil no Derbak e no Daff, e Nabil Nagi, apesar de também tocar alaúde foi um dos primeiros a usar violinos nas canções tocadas aqui. Nesta época, eram as bailarinas Shahrazad, Samira Samia, Rita, Selma, Mileidy, Zeina e Zuleika Pinho, que acompanhavam os músicos nas apresentações.
Nas primeiras décadas em que a dança do ventre se espalhava pelo país, pouco se tinha de informações sobre ela, esta situação passou a se modificar a partir da década de 90 quando no Brasil começaram a surgir publicações sobre a Dança do Ventre em jornais e revistas, quando surgiram eventos, concursos e desfiles, além de programas de televisão, rádio e internet tratando do assunto.
Hoje, a dança do ventre já está estabelecida no Brasil. Há uma estimativa de que o Brasil é, junto com os Estados Unidos, um dos países ocidentais com o maior número de praticantes do mundo. De fato, a mulher brasileira se identifica com as características da Dança do Ventre e talvez por isso ela faça tanto sucesso aqui.


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Parabéns, Mulher!!!

Mulher, que traz beleza e luz aos dias mais difíceis que divide sua alma em duas para carregar tamanha sensibilidade e força. Que ganha o mundo com sua coragem, que traz paixão no olhar.

Mulher,
Que luta pelos seus ideais,
Que dá a vida pela sua família.

Mulher,
Que ama incondicionalmente
Que se arruma, se perfuma
Que vence o cansaço.

Mulher,
Que chora e que ri
Mulher que sonha...

Tantas mulheres, belezas únicas, vivas, cheias de mistérios e encanto!
Mulheres que deveriam ser lembradas, amadas, admiradas todos os dias.

Para você, mulher tão especial. Feliz Dia Internacional da Mulher!
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A Dança no Ocidente


Trazida para o Ocidente através dos filmes de Hollywood, com as bailarinas que fugiram para o Ocidente e com a invasão Árabe muçulmana, ocorreu uma miscigenação de culturas e a dança se espalhou pelo resto do mundo, através de viajantes e mercadores. Nos anos 40 a dança passou a ser conhecida por “Belly Dance” e grandes estrelas do Egito como: Naima Akef, Taheya Carioca, Samia Gamal e Souher Zaki, se tornaram conhecidas no mundo todo.         
Como toda a cultura que ultrapassa suas fronteiras, a Dança do Ventre também foi absorvendo características dos diferentes países em que se desenvolveu. Atualmente, engloba movimentos de várias outras danças, mas mantém algumas características primitivas de sua origem sagrada.
No entanto, independentemente da sua origem e do que cada pessoa ou cultura faz dela, é consensual e sensato dizer-se que é bem mais do que uma modalidade desportiva, ou algo diferente para se realizar, é sim, antes de qualquer outra coisa, uma forma de autodescoberta, de aceitação do corpo (tal como ele é) e amor por si mesma. Quando isto acontece, a mulher transparece para o mundo que a rodeia essa melhoria na sua auto-estima.

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Comece a treinar com saúde.


Está parada há muito tempo e quer começar a treinar? Aproveite o início do ano para se exercitar,em busca de um corpo saudável e bonito. Não perca tempo, porque nunca é tarde pra começar!
Primeiro procure um médico para realizar uma avaliação física, algumas academias já oferecem esse serviço, o que importa é buscar um profissional para realiza-la. Assim o professor poderá montar um treino direcionado pra você e te ajudar a realizar o movimento correto.
Escolha uma academia mais perto de casa ou do trabalho pra facilitar,  as vezes arrumar uma companhia pode tornar o treino mais divertido, combinem que uma tem que animar a outra para que não faltem.
Coloque a atividade física na agenda determinando um horário para ir a academia, assim ele começa a fazer  parte da rotina.
A hora é agora, não importa se está calor ou frio, sol ou chuva, não deixe a desculpa te pegar (rs).
Não desista, o corpo humano precisa de um período para se adaptar aos exercícios físicos, depois o treino começa a ser mais prazeroso. Por isso, força!!!
E bom treino! ;)
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A Dança no Egito hoje.

      Com o crescente radicalismo do Islã dentro do Egito, cada vez menos egípcias dançam, abrindo mercado para as estrangeiras que buscam na terra da dança do ventre, seu caminho profissional, que vivem de dança lá. A partir os anos 2000 milhares de dançarinas estrangeiras em busca de conhecimento e novas oportunidades de trabalho. Algumas se tornam famosas e reconhecidas pelo próprio povo egípcio, como a caso de Soraia Zaied, brasileira que combina técnicas das bailarinas egípcias com a influencia brasileira como o samba, Asmahan, argentina, Dina, que é uma grande polêmica da dança na atualidade, amada e odiada, faz muito sucesso, dona de trajes exuberantes, apertados e pra lá de sensuais. Muitas outras já trilharam este mesmo caminho como
     Sahra Saeda - inglesa e Nur - russa.
     As danças só acontecem, em pontos turísticos como grandes hotéis cinco estrelas e barcos que transitam pelo Nilo. 
A mulher egípcia dança por natureza.  Está no sangue.  Tem uma graça peculiar e charmosa.  Mas não se apresentam em público, fora de festas particulares.  Os hábitos não permitem que uma mulher casada se apresente, mostrando o corpo para o público.
O que enriquece de forma absurda todas as apresentações de bailarinas é sem dúvida, a riqueza do folclore egípcio.  Instrumentos de percussão entram forte no meio da música e dão alento, revigorando o show, no meio do caminho. 
A dança Ghawaze também é um atrativo muito alegre e divertido.  Uma espécie de bailado de camponesas ciganas egípcias, com vestidos compridos e coloridos, cheios de pastilhas e lenços de moedas amarrados a cabeça.
 O Tahtib, que é uma dança com bastões masculina, aparentando uma luta, ao som de tambores (Derbak, Doholla, Bendir...), e guiado através de Mizmar  e o som inebriante do Rebab.
As orquestras proliferam no Egito.  Existem milhares de músicos no Cairo.  Para se ter uma idéia, cada bailarina tem sua banda, geralmente de 15 a 25 músicos. 
             
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A Era de ouro da dança egípcia:

Cassinos e Cinema

No final do século XIX e princípio do XX, temos no Egito uma grande revolução social, acompanhando a revolução industrial que movimentava todo o mundo ocidental. Neste período, o Egito foi social e economicamente dirigido pela Inglaterra, que levou para o Cairo muitos estrangeiros, investidores, arqueólogos e pesquisadores, além de inovações tecnológicas como a fotografia e o cinema.
Neste contexto, surge a primeira das grandes estrelas do cinema egípcio: Badia Masabni, bailarina sírio-libanesa, que em 1926 deixa o cinema para abrir o famoso Cassino Badia e também o Cassino Ópera do Cairo.


Madame Badia Masabni

Esta foi a mais importante casa dedicada a espetáculos no Cairo. Por ela passaram grandes estrelas do cinema como, Naima Akef, Tahya Karioca, Samya Gamal, e grandes músicos como Farid Al Atrache, Mohamed Abdel Wahad e Abdul Halim Hafez.
O Cassino foi palco também de diversas companhias ocidentais de dança, que influenciaram também o modo de dançar das egípcias.
O cinema egípcio teve grande importância na divulgação da dança do ventre pelo mundo árabe e foi grandemente divulgada para o ocidente por Hollywood.
Muitas cenas de cinema retratavam o ambiente cultural do Cairo, com suas casas de show e festividades em praça pública. Muitas ainda mostravam cenas de dança em casamentos e também a dança em cenas de casais.
Tecnicamente, vale dizer que a dança sofreu grande transformação neste período. Deixando as casas e as ruas e se elevando ao palco, esta dança precisou também refinar-se e adquirir postura cênica. Novos movimentos foram incluídos na movimentação cênica, inspirados nos movimentos de ballet: o arabesque, a movimentação de braços e giros, que antes não eram executados, tendo no Baladi popular, a movimentação muito concentrada no quadril.
Desde então, a dança segue seu caminho de evolução, rumo ao refinamento técnico e grandiosidade de espetáculo que podemos apreciar hoje em dia.
Vale a pena estudar e entender a trajetória desta arte no Egito e no mundo ocidental. 

Mahmoud Reda nasceu no Cairo em 1930, é um grande marco da história da dança cênica egípcio. Este grande coreógrafo foi ator e dançarino com grandes participações no cinema e na TV com sua "Reda Trupe" e a primeira bailarina Farida Mahmy que nasceu no Cairo em 1940.
Não há como falar da história da dança egípcia sem mencionar seu trabalho. Reda "reinventou" a dança popular egípcia, tendo feito pesquisa de movimento e contexto social em diversas áreas do Egito, trazendo ao teatro, cinema e TV muitas coreografias inspiradas na movimentação genuína das tradições populares egípcias, revelando ao próprio egípcio, e ao mundo, sua cultura e sua terra.
Vale dizer que Reda nunca abriu mão de seu próprio estilo, mesmo nas composições folclóricas. Suas coreografias estão recheadas de arabesques, giros, saltos e movimentações refinadas de braços e pernas, que mistura à movimentação típica de cada dança representada.
Foram inventados por ele alguns estilos de dança largamente executados como dança egípcia mundo afora: Melea Laff - representação da antiga mulher alexandrina ou do subúrbio do Cairo, que usava este item tradicional de vestimenta. A mulher egípcia que usa melea.
Reda trabalhou sobre um estilo de música muito antigo, mas muito vivo na tradição musical erudita do Egito. Criou muitas peças destinadas à TV e ao teatro. Com vasto vocabulário vindo do balé clássico, este estilo de dança influenciou o que vamos chamar de "Dança Oriental Clássica", reafirmando o papel do balé em uma dança egípcia refinada e de conceito artístico elevado. Pouco trabalho de quadril, muita dinâmica entre os bailarinos e coreografias elaboradas.
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Egito – O berço da dança


O Egito Antigo é considerado um dos berços da dança do ventre, destacando-se as cidades do Cairo e Alexandria. Acredita-se que sua origem remonta ao Período Matriarcal, desde o Neolítico.
Teorias dizem que a dança estava presente em rituais religiosos que veneravam a deusa da fertilidade. Assim sendo, Sacerdotisas Egípcias costumavam usar movimentos ondulatórios do ventre e de batidas quadril para reverenciar Deuses como Ísis, Osíris, Hathor.
Alguns historiadores depositam maior crédito ao Egito como a origem mais provável da dança do ventre, pois encontraram vestígios de movimentos da dança retratados em esculturas femininas dos tempos faraônicos.
História da dança do ventre - Egito Antigo 

Seus movimentos sinuosos e de grande conexão com a música eram ritos religiosos e buscavam a conexão com as deusas que acreditavam ser responsáveis pela vida e pelos ciclos da natureza, a fim de preparar a mulher para se tornarem mães e ensiná-las os movimentos de contração do parto, ou seja, tratava-se de uma dança ritualística, em caráter religioso, sem apresentações em público.

A dança compõe-se basicamente de movimentos vibratórios, impacto, ondulações e rotações, sejam de partes do corpo, ou do corpo como um todo. Apesar da intencionalidade inicial, a dança ganhou aspectos sensuais, o que fez com que fosse excluída de alguns países árabes de caráter conservador.
Com o tempo, o caráter religioso dessa dança se modificou. Atualmente, é raro a dança ser praticada como um ritual. Mesmo ainda sendo considerada uma prática sagrada, a dança assumiu uma característica muito mais cultural, artística e profissional.
Originalmente seu nome é Racks el Sharqi, cujo significado é “Dança do Leste”. No Oriente é conhecida pelo nome em árabe Raqṣ Sharq literalmente "dança oriental" A Dança do Ventre é chamada “Dança do Leste”, pois tem como significado “onde o sol nasce”, e é de onde a mulher recebe as energias e o poder do Sol.
A dança começou a adquirir o formato atual, a partir de maio de 1798, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egito, durante a Revolução Francesa quando recebeu o apelido: “Danse du Ventre “ pelos orientalistas franceses que acompanhavam Napoleão. Porém, durante a ocupação francesa no Cairo, muitas dançarinas fogem para o Ocidente, pois a dança era considerada indecente, o que leva à conclusão de que conforme as manifestações políticas e religiosas de cada época, era reprimida ou cultuada: o Islamismo, o Cristianismo e conquistadores como Napoleão Bonaparte reprimiram a expressão artística da dança por ser considerada provocante e impura.
No início da ocupação britânica em 1882, clubes noturnos com teatros, restaurantes e music halls, já ofereciam os mais diversos tipos de entretenimento.

                                           
                            A Princípio era o Baladi

Durante centenas de anos, começou a urbanização do Egito, quando moradores das áreas rurais foram para o Cairo e cidades mais centrais em busca de melhores trabalhos e qualidade de vida. Embora estejam estabilizados nestas cidades, sempre se mantiveram orgulhosos e conectados com suas raízes.
É este o lugar que eles sempre chamam de "casa": a vila ou aldeia de onde vieram.
Eles dizem: "ainda vou voltar para el-balad", que significa minha cidade, meu lugar de origem.
Baladi uma cultura milenar, da terra, lembranças dos ancestrais, o sentimento do Baladi veio na migração das áreas rurais para a capital, o Cairo. O Estilo que traz a natureza da mulher egípcia, a sua alegria a sua personalidade e os seus encantos. A dança Baladi muito comum e propagado pela cultura egípcia é uma dança muito popular encontrada nos centros urbanos, festas, entre amigos, etc. no Egito. Sentimentos de alegria, carinho, paixão e emoções provocantes, esse é o estilo Baladi. Assim como a música que caracterizam como Baladi, é cheia de sentimentos demonstrando emoções cotidianas, romances, as alegrias, o amor ao país, quem canta demonstra igualmente os sentimentos. Através da dança os egípcios da cidade grande revive suas origens.
O som nasce de uma improvisação vocal ou instrumental criando uma atmosfera muito especial onde a dança é uma comunicação corporal que transmite toda a essência ancestral das aldeias. Nesse momento todos os movimentos são soltos, leves, livres de complexidade e sem preocupação técnica, dançam com naturalidade de forma intuitiva sem pensar em certo e errado sem coreografar. A dança do Meleah Laff é uma representação, uma encenação do cotidiano. Não é uma dança tradicional de uma região e sim uma teatralização que representa o modo de ser de algumas mulheres, das mulheres Baladi, que ao saírem de casa, seja para irem ao mercado ou mesmo para realizarem qualquer outro afazer cotidiano, se enrolavam em um pano preto pesado como forma de recato e respeito, características essenciais quando nos referimos ao povo Baladi. Esse povo, apesar de ter se estabelecido na metrópole, mantém o sentimento por suas raízes e zela pela boa reputação e pela sua honra. A mulher Baladi é forte, orgulhosa de suas origens e tradições, mas sabe que é extremamente feminina e com seu charme pode conquistar tudo o que quer.
Fazendo uma comparação com a nossa cultura, o Baladi é para o Egito como o samba, o axé e o forró é para o Brasil. É uma dança de total improviso (não se coreografa) e sem influências ocidentais européias do ballet, o figurino é a Galabia (vestido simples) e um lenço no quadril,inicia-se com um Taqsim e conforme a música evolui passa para um Maqsum e volta para o Taqsim para um encerramento delicado.
Hossam Ramzy, músico egípcio, deixou registrado em seu site uma história que retrata de forma simples o que é o Baladi.
http://serenaramzy.com/portuguese/dance/dance_zeinab2.htm
Na opinião de Hossam  a melhor dançarina de Baladi na atualidade é Lucy e antiga Nagwa Fouad.
Qualquer dança egípcia popular em que não há um caráter folclórico é Baladi!
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Um pouco da história do Egito


EGITO FARAÔNICO E ÁRABE
O Egito se tornou um país árabe a partir do Século VII, mais precisamente em 639, com a invasão muçulmana liderada pelo califa Omar. 
Com sua expedição militar, expulsou definitivamente o poder bizantino por volta de 642.
Ao longo dos séculos seguintes a população que habitava o Egito acabaria por se converter ao islã (religião muçulmana) e por adotar como língua, o árabe.
O Período Faraônico (Egito Antigo) inicia-se em cerca de 3100 a.C. e termina em 30 d.C. quando o Egito, já então sob dominação estrangeira, se transformou numa província do Império Romano, após a derrota da rainha Cleópatra VII.
Apesar da civilização egípcia (faraônica) ter terminado há mais de dois mil anos, parte do seu legado continua viva no mundo atual.  É sempre importante situar-se para não confundir: Egito Antigo (faraônico) e Egito Moderno (árabes).
A História do Egito corresponde a uma das mais longas histórias de um território do mundo.  Sempre foi um país cobiçado por muitos povos em função de sua posição estratégica. 
A língua egípcia sobreviveu até o Século V d.C. de forma demótica (um tipo de escrita popular, adotado pelas classes mais pobres da sociedade egípcia), e até a Idade Média como língua copta, perfazendo uma existência de mais de quatro milênios.
A língua oficial do Egito moderno é o árabe egípcio, que gradualmente substitui a língua copta como idioma cotidiano nos séculos posteriores à conquista muçulmana do país.

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