Tereza Granate

Ser mulher é acreditar sempre. É...Seguir em frente quando todos param! Acariciar e dar colo! Dividir-se em muitas sem deixar de ser uma, a mais importante! A mulher acontece, encanta, muda, nasce, floresce, cuida, cria, sente, beija, escuta, vê, brinca, brinca e brinca com a vida... e vive!

Estudo das bailarinas egípcias: Shafiqa Al-Qibtiyya (La Copta)

     
Shafiqa Al-Qibtiyya também conhecida como Shafiqa de Copta, nasceu no ano de 1851 em Shobra, subúrbio do Cairo. Fugiu de casa aos 12 anos. Sua família era modesta e conservadora, e ficou escandalizada quando Shafiqa começou a pensar em dançar. Seus pais morreram quando ela ainda era jovem. Depois que se casou, viveu sob circunstâncias difíceis e tentou melhorar de vida dançando em nightclubs.
Era estudante da primeira dança oriental egípcia de "Shooq". Sua primeira performance foi num festival folclórico. Com a morte de seu mestre Shooq, se tornou a bailarina mais famosa do Egito a ponto dos fãs jogarem moedas de ouro a seus pés. Entre seus admiradores estavam alguns ministros e pessoas influentes.
Ela era muito bonita e talentosa, virou uma lenda na década de 20. Alcançou a fama por dançar no nightclub "El Dorado", e foi a primeira bailarina a se apresentar com candelabro.
Este período marcou o início da era das bailarinas famosas no Egito. As bailarinas bem sucedidas abriam seu próprio salah (clubes), Shafiqa também
abriu o seu chamado "Alf Leyla" (Mil e Uma Noites). Ficou extremamente rica, mas seu sucesso não trouxe só dinheiro, ela gastava muito. Infelizmente tornou-se viciada em cocaína e morreu desamparada em 1926.
Os trajes de dança de Shafiqa, não eram os mesmos utilizados pelas bailarinas da década de 30.
Sua vida foi retratada no filme "Shafiqa Al-Qibtiyya" de 1963 dirigido por "El Hassan Imam". Até este momento, o filme permanece entre os 100 mais importantes da história do cinema egípcio.
 Ano: 1963

    

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